Escolas estaduais de Campinas avançam nos dois níveis do Fundamental no Ideb

Escolas estaduais de Campinas avançam nos dois níveis do Fundamental no Ideb

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Na comparação com outros Estados, São Paulo é o primeiro a ocupar o ranking dos três ciclos avaliados pelo Governo Federal

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Alunos da Escola Estadual Dom Nery participam de atividade esportiva desenvolvida na escola

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Em 2015, as escolas estaduais de Campinas avançaram nos ciclos Iniciais (1º ao 5º ano) e Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental no Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (8), acompanha a marca histórica alcançada pela rede pública paulista na avaliação do Governo Federal. De acordo com o Ministério da Educação, São Paulo é o primeiro Estado a ocupar o topo do ranking nos três níveis – Fundamental (Anos Iniciais e Finais) e Médio.

Nos Anos Iniciais, a média de Campinas avançou de 5,6 em 2013 para 6,4 em 2015. NosAnos Finais, mais uma conquista importante: os alunos da rede estadual avançaram de 4,5 para 4,6. As notas do Ensino Médio por munícipio não são divulgadas pelo Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Na análise geral da rede com outros Estados brasileiros, São Paulo ocupa a liderança isolada dos Anos Iniciais, passando de 5,7 em 2013 para 6,4 em 2015. Nos Anos Finais (6º ao 9º do fundamental), o avanço foi de 4,4 para 4,7. No Ensino Médio, ciclo que reúne a maior quantidade de alunos da rede estadual e os maiores desafios dos educadores de todo mundo, São Paulo também apresentou crescimento na média. Os estudantes saíram de 3,7 para 3,9.

 

Prova nacional confirma avaliação paulista

Em 2015, os alunos matriculados na rede estadual também obtiveram média histórica no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). Na última avaliação, todos os níveis de ensino avançaram. No ciclo 1 do Ensino Fundamental o índice chegou a 5,25. No ciclo 2 do Fundamental, alcançou 3,06 (a meta para daqui a 15 anos é 6,0). No Ensino Médio, 2,25 (a meta é 5,0 em 2030). Para o cálculo, a Secretaria une o resultado do Saresp (em provas de Língua Portuguesa e Matemática) a taxas de aprovação, reprovação e abandono.

Duas décadas

Nas últimas duas décadas, a rede estadual transpôs desafios importantes, como a inclusão escolar e a alfabetização. São Paulo conta com um currículo unificado para todos os estudantes e materiais didáticos próprios para cada série desde 2008 (o currículo no Brasil está sendo discutido atualmente). Além disso, criou uma escola dedicada à formação de professores (Efap) e implantou um sistema de meritocracia que bonifica todos os funcionários das escolas que apresentam melhora na qualidade do ensino.

 

Programas dedicados a ciclos de ensino específicos, como o Ler e Escrever, permitiram que a rede paulista alcançasse o melhor índice de alfabetização do País: hoje 98,7% das crianças até 7 anos sabem ler e escrever. O fato é reforçado com os resultados do índice federal (Ideb), no qual os primeiros anos apareceram em primeiro lugar no ranking Brasil e ultrapassaram, em 2015, as metas estabelecidas para 2019.

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